Nova Iorque acessível.
Claudia Skobelkin
As férias estão acabando, mas ainda dá tempo de viajar, curtir bons momentos e repor as energias. Melhor ainda, se for em uma cidade cosmopolita e cheia de coisas ótimas para conhecer, certo? Aproveite o dolár baixo e conheça uma das poucas cidades no mundo que têm condições de oferecer o que Nova Iorque proporciona: cultura, moda, beleza, excelentes baladas e arquitetura deslumbrante. Não é à toa que a ‘big apple’’ é conhecida como a cidade que nunca dorme, pois seus habitantes sabem se divertir com estilo, 24 horas por dia.
Foi pensando nessa gama de opções, que o LIVE WITH CULTURE preparou para você as melhores dicas para aproveitar Nova Iorque gastando pouco ou quase nada e conhecendo o que tem de mais bacana por lá. Siga o nosso roteiro, arrase na diversão, nas compras e não esqueça a lembrancinha da nossa equipe, tá?
Passagem e hospedagem.
É possível conseguir a passagem aérea e hotel com desconto, se as reservas forem feitas com pelo menos seis meses de antecedência. Se a sua idéia é aproveitar o máximo da cidade e voltar para casa só para dormir, a forma mais econômica é ficar em albergues. O mais famoso de NYC é o Hostelling International New York, localizado próximo ao Central Park. O ambiente é limpo, barato, bom e conta com segurança dia e noite. A diária sai por U$ 50, mas pode ficar mais cara ou barata dependendo do tamanho do quarto e a quantidade de camas. O local disponibiliza também de acesso à internet no térreo e lanchonete, onde é possível tomar o café da manha ou o lanche da tarde. Tudo bem baratinho.
Dormitórios individuais saem por U$ 60 ou duplos U$ 70 e são fáceis de achar na 92nd Y, mas o prédio disponibiliza reservas somente para hóspedes que ficam mais de um mês. O ambiente é agradável, com cozinha e banheiros coletivos e um pouco mais de conforto – aparência residencial. É uma boa opção para descanso diário, pois o edifício ainda conta com piscina, sauna, academia, camareira, segurança 24 horas, além de máquinas de lavar e secar roupa. Os prédios da 92nd Y ainda fazem parte do guia cultural de Nova York, pois durante todo o ano, são exibidas peças de teatro, espetáculos de dança ,palestras sobre literatura, carreira e finanças, cursos de arte , idiomas e academia .
Agora se você gosta mesmo é de hotel, o Washington Square, oferece ar condicionado, telefone, televisão, ferro de passar roupa, cofre e camareira pela diária de U$ 150. Bom, né?
Transporte.
Andar em Manhattan é fácil e o melhor jeito de aproveitar é comprar o “metrocard”, que seve para ônibus e metrô, vale 24 horas por dia, sete dias por semana. O ticket semanal sai em torno de U$ 24 e o cartão pode ser adquirido nas estações de Metrô. Lá você também acha os mapas de metrô e ônibus com as principais linhas da cidade. A estação Penn Station, uma das mais movimentadas, além de metrô também serve de conexão para viagens de trem para outros estados dos Estados Unidos , para o Canadá e ainda conta com um shopping que traz várias opções de lojas, quiosques com bugigangas, além de praça de alimentação.
Outra estação de trem que precisa ser visitada é a Grand Central, que possui estrutura de aço, coberta por granito e mármore, A mega escadaria em mármore é inspirada na escadaria da ópera de Paris, o salão principal ostenta um teto abobadado que contém um manuscrito medieval com iluminação que destaca grandes constelações e a central de informações traz um relógio de quatro lados que fica sobre o guichê. Lindo!
Lugares descolados para passear.
Comece a conhecer Nova Iorque passeando a pé pela 5ª avenida. Nela se encontram várias lojas famosas e muitos dos principais pontos turísticos da cidade, entre eles o Rockefeller Center, com seus 19 prédios
comerciais e pista de patinação de inverno, área que também abriga a casa de espetáculos Radio City Music Hall e a sede da emissora de televisão NBC, de onde é gravado o programa de comédia e variedades Saturday Night Life, um dos mais queridos pela audiência.
Em frente ao rockefeller, se localiza a Catedral St. Patrick, considerada uma das 150 obras mais belas da arquitetura dos Estados Unidos.
O Central Park é parada mais do que obrigatória. Ir para Nova Iorque e não conhecer o Central Park é como passear pelo Rio e não visitar o Cristo Redentor. Suas principais atrações incluem a fonte betesda, onde foram rodadas cenas de vários filmes americanos, o conservatório, o Castelo Belvedere (a vista mais linda do parque),além do “strawberry fields”, construído em frente ao Dakota Building, em homenagem a John Lennon. Tudo de graça.
Pagar para subir na Estátua da Liberdade é uma roubada, pois o cansaço pelos quase 500 degraus não compensa a péssima vista que se tem do topo. A melhor opção é pegar o barco que sai do Battery Park e vai de graça até Staten Island. um bairro próximo de Manhattan. Na volta, espere o próximo barco para a ilha. Ver a estátua de perto vale a pena por ser o símbolo dos Estados Unidos, mas você não precisa arrasar no step para isso, né?
Ver o nascer do sol sentada nos bancos do South Street Seaport, ao lado da Brooklyn Bridge, é uma das cenas mais apaixonantes que se pode ter da cidade. Se quiser tomar um café da manhã no estilo americano, compre um bagel com cream cheese e um chocolate quente nas principais delicatessens da cidade. Vale a pena. O Píer 17, como também é conhecido o local é, na verdade, um shopping para turistas e concentra várias lojas e restaurantes.
Após o atentado de 11 de setembro o Empire State Building ficou sendo a principal opção de mirante na cidade, mas vale a pena encarar U$ 15 para conhecê-lo, ainda mais se estiver acompanhado(a). A vista de todas as áreas de NYC agradece.
Minha barriga está roncando. Me ajuda!
Os restaurantes por lá são caros e nada melhor do que fazer um lanche, ou almoçar em um restaurante um pouco mais acessível. No bairro de Chinatown, conhecido pelas falsificações de perfumes e roupas de marca, passeie pelas ruas Canal e Mott Street. Você encontrará restaurantes variados e vai gastar em torno de até U$ 25 por refeição, como é o caso do ótimo restaurante Joe’s Shanghai (9 Pell Street). Se preferir uma boa massa, ande mais um pouco até o bairro Little Italy, em torno da Mulberry Street, ao lado de Chinatown.
Cafés ,bistrôs e delis também são interessantes e servem perfeitamente para algo mais leve no jantar. Mas não deixe de conhecer as pizzarias da 3ª avenida, em especial a Ray Bari Pizza (930 3rd Avenue at 55th), que oferece duas fatias grandes por menos de U$ 6 dólares e a inteira por U$ 16.
Banho de cultura
Times Square é um ponto que precisa ser visitado. É o melhor lugar para comprar “souvenirs” e concentra o teatro musical da Broadway, além do show de luzes e brilhos, um dos maiores do mundo. A área também é sede da MTV americana, conta com inúmeros restaurantes, entre eles, o Hard Rock Café e têm muitas lojas de brinquedos, como as da Disney e Universal. 
E nem pense em voltar para o Brasil sem ver pelo menos um musical. O mais famoso é o Fantasma da Ópera, que já ganhou adaptações pelo mundo. Ingressos com 50% de desconto são vendidos na própria Times Square, nos quiosques da TKTS no meio da rua. Sim, no meio da rua mesmo! Mais Nova York, impossível.
Fantasma da Ópera na Broadway.
Ingresso de Museus com o “jeitinho” americano
A entrada dos museus é cara, mas é um passeio super interessante. Ainda é possível conhecê-los através da doação de até U$ 3 dólares, em datas determinadas que ocorrem pelo menos um dia da semana. O mais famoso é o Metropolitan Museum, considerado um dos melhores do mundo e que conta com um fabuloso acervo, como o Retrato de Gertrude Stein, de Pablo Picasso, Cipestres, de Vincent Van Gogh e auto-retrato de Rembrandt. O museu ainda é dividido em áreas segmentadas, como arte da África, Oceania e Américas, arte americana, arte antiga, islâmica e do oriente, armas e armaduras, arte oriental e asiática, desenhos, fotografias e gravuras, arte egípcia, pintura, escultura e artes decorativas da Europa, arte grega e romana, arte medieval, instrumentos musicais e arte do século 20. Reserve pelo menos um dia inteiro para visitar o Metropolitan, pois vale cada momento e há muita coisa para ver.
Outro museu interessante é o de arte moderna e contemporânea do mundo, o Guggenheim, que destaca entre suas obras “Mulher Passando Roupa” de Pablo Picasso, “Diante do Espelho”, de Manet, “Mulher segurando um vaso” de Fernand Léger, entre outros. Em tempo, museus são lugares bem legais para conhecer gente interessante e bem vestida. Fique de olho!
Balada e diversão sempre!
Okay, você achou que a gente só ia falar de cultura e deixar de fora as baladas? Nada disso! Chegou a hora da diversão e NY tá cheia de opções. St.Mark’s place é um point de balada super agitado que reúne jovens durante toda a semana. O local fica no East Village, bairro conhecido pela fama de boêmio, reduto de intelectuais, artistas, escritores e museus alternativos (se tiver um tempo, vale a pena uma caminhada sem pressa durante o dia). 
A região atrai jovens que gostam de boa música ao vivo, principalmente bandas de pop, punk, rock, jazz, blues, hip-hop e possui várias lojas de cd/dvs com raridades a preços beeem acessíveis.
A fama musical do bairro se deve principalmente a casas noturnas da década de 70, como a CBGB, construída na rua Bleecker Street, que fechou em 2006, mas foi palco de shows de muitos artistas, como New York Dolls, Ramones, Madonna, Talking Heads, Sonic Youth e Strokes. O local também ficou conhecido como reduto do nascimento do movimento punk na cidade.
Para aqueles apreciam a raiz da música americana, a Times Square Church apresenta cultos aos domingos com aquele famoso coro “spiritual” tradicional e de veia gospel.
Coro da Times Square Church
O Lincoln Center é famoso pela exibição de óperas e apresentações de ballet, bem como o Carnegie Hall que conquista a cada dia os fãs de música erudita com espetáculos escolhidos a dedo.
O Madison Square Garden é a principal casa de shows de Manhattan, onde se apresentam os grandes cantores e bandas de sucesso. É no madison também que acontecem os jogos dos principais times de basquete, hóquei e jogos dos principais campeões mundiais de tênis. Como a maioria dos ingressos para esses eventos é vendida pela internet e se esgota em questão de horas, tem sorte quem consegue se divertir por lá.
Bon Jovi ao vivo’ no Madison Square Garden em 2005 ( I’ll be there for you). O show foi maravilhoso, eu estava lá. Have a nice day tour.
Se quiser dançar, não deixe de conhecer a Websterhall, a casa possui 4 andares , onde em cada um deles é possível dançar um estilo de música e ainda oferece shows ao vivo no último piso. A frequência é bem variada. Vale cada centavo cobrado na entrada e as mulheres podem colocar o nome na lista pela internet e entrar com desconto, quase de graça.
Roteiro de compras
É claro que deixamos o melhor para o final. Ir a Nova Iorque e não fazer umas comprinhas, mesmo com dinheiro curto,
é impossível. Mesmo que você não compre nada, precisa conhecer as melhores lojas de departamento de Nova Iorque: Bloomingdale´s e Macys.
Essas lojas simplesmente vendem de tudo, desde acessórios e roupas de marca para mulheres e homens, até cosméticos, jóias, acessórios , artigos
para crianças, cama, mesa , banho, móveis e eletrônicos.
Na Victoria’s Secret, a loja queridinha do público feminino por conta de suas roupas, lingerie, acessórios e produtos de beleza, o segredo é comprar 6 cremes hidratantes por U$ 30. O hidratante de “Morango e Champagne”, por exemplo, é um dos mais requisitados. No Brasil , uma unidade custa R$ 40. Olha o lucro!
A Madison é a avenida das grifes caras de Nova Iorque, cujas lojas começam na rua 57 e terminam na 85. Vale como “tour” de moda, para analisar tendências dos próximos meses das principais grifes mundiais, como Gucci, Hermes, Prada, Chanel, Chloé, Empório Armani, Tom Ford, Oscar de la Renta, Coach, Christian Louboutin, Yves Saint Laurent, Dolce & Gabanna, J. Press, Paul Stuart, Vera Wang, Carolina Herrera, Christian Dior, Bvlgari, Valentino, Donna Karan, Giorgio Armani, Ralph Lauren, Givenchy, entre outros. Um verdadeiro deleite para os olhos e um ótimo laboratório de vitrines chiquérrimas.
Desça um quarteirão para desvendar os segredos da Park Avenue, uma das ruas mais fantásticas e charmosas de Nova Iorque. Dê um passeio sem pressa e observe as pessoas, o movimento e a atmosfera dessa cidade encantadora.
Agora, chega de adiar. Aproveite que agosto é época fora da temporada em Nova Iorque, tire as economias do cofrinho e simplesmente arrase na terra do tio Sam.


Clau parabéns pela inciativa, o texto está bem interessante e sintético.
Bjs
fer
Oi , Nando.
Tudo bem?
Obrigada pelo comentário. Fico feliz em saber que você gostou da matéria.
Beijos.
Pois é, Dri.. acho que agora os brasileiros que pretendem viajar para a terra do Tio Sam vão gastar muito ou então esperar a crise americana voltar ao normal. lol
beijos
p.s . quando eu fiz essa matéria, a cotação do dólar ainda estava boa. rs